vascularização e inervação
VASCULARIZAÇÃO E INERVAÇÃO DOS MEMBROS INFERIORES
Os membros inferiores exercem a função de sustentação e locomoção de nosso
organismo para que este realize normalmente suas atividades. A metodologia realizada
foi a de levantamento bibliográfico (escrito e/ou digital) acerca da vascularização e
inervação do membro inferior. Estes membros são, normalmente descritos, em regiões
para assim facilitar uma análise detalhada de cada uma destas com as estruturas
atuantes e suas características. Vários são os vasos sanguíneos que se ramificam para
suprirem de oxigênio e nutrientes esta região do corpo, e o inverso para o retorno do
sangue venoso por inúmeras veias de menor calibre que convergem para as maiores
e assim retornar ao coração. A inervação também apresenta a característica de se
ramificar em estruturas distintas que atuaram em áreas diferentes, mas praticamente
toda a inervação dos membros inferiores foram originados dos plexos lombos-sacros
formados por raízes L4 a S3. Em cada um dos dois membros está presente o maior
nervo do corpo que se estende da região glútea ao dedo do pé.
Artéria Femoral:
Fornece o principal suprimento arterial para o membro inferior e deriva da ilíaca, é a continuação da artéria ilíaca externa distal ao ligamento inguinal. Seu limite lateral é o sartório, medialmente o adutor longo e superiormente o ligamento inguinal. Seu teto é formado pelo iliopsoas, pectíneo e adutor longo. No terço médio da coxa a artéria femoral se localiza profundamente no canal adutor para passar a se chamar artéria poplítea. Coberta pela fáscia lata, a artéria femoral se encontra no assoalho do trígono femoral. Apresenta a veia femoral na sua face medial e se encontra separada do nervo femoral pelo septo ileopectíneo. No trígono femoral, supre, através das artérias circunflexas femorais, a musculatura anteromedial da coxa. Finalmente, emite a artéria femoral profunda, que, através das artérias perfurantes, vãos suprir a musculatura do jarrete. No terço proximal da coxa é superficial no trígono femoral que está localizado na face anterior proximal da coxa e que contém os vasos e nervos femorais. No trígono femoral ela pode ser facilmente acessada por palpação digital ou através de punção. A continuação da artéria femoral, às vezes denominada de artéria femoral superficial, desce na face medial da coxa dentro do canal subsartorial (canal de Hunter), em companhia da veia do mesmo nome, que a cruza posteriormente, e do nervo safeno. Este canal deve ser aberto amplamente durante a exploração cirúrgica deste vaso.
Tem como ramo principal a artéria femoral profunda (artéria profunda da coxa) que se origina na porção lateral e posterior da artéria femoral, 2 a 5 cm. abaixo do ligamento inguinal. Inicialmente situa-se lateralmente à femoral e em seguida corre posterior a ela e à veia femoral, para a face medial do fêmur. Passa distalmente por trás do adutor longo terminando no terço distal da coxa. No terço médio da coxa, onde está separada da artéria e veia femorais pelo adutor longo emite artérias perfurantes que passam ao redor da face posterior do fêmur, essas artérias suprem músculos dos três compartimentos fasciais (adutor magno, do jarrete e vasto lateral).
Principais Ramos: Artéria Circunflexa Lateral Do Fêmur Artéria Circunflexa Medial Do Fêmur Artéria Perfurante
O trígono femoral apresenta 3 Limites (sartório, adutor longo e lig. Inguinal) e está a artéria, veia e nervo femoral
Artéria Poplítea
É a continuação da artéria femoral que começa quando a última atravessa o hito dos adutores. Na altura do canal adutor continua distalmente na fossa poplítea para se dividir na altura da margem inferior do poplíteo em artérias tibial anterior e posterior. A artéria poplítea, estrutura mais profunda (anterior) na fossa poplítea em todo o seu trajeto, segue próximo a cápsula articular do joelho e se estende sobre a fossa intercondilar. São cinco os ramos que suprem a cápsula e os ligamentos da articulação do joelho: artéria superior lateral, superior medial, média, inferior lateral e inferior medial do joelho que participam da anastomose do joelho mantendo o suprimento sanguíneo na perna durante a flexão completa do joelho que pode torcer a artéria poplítea. Os ramos musculares suprem os músculos do jarrete, o gastrocnêmio, o sóleo e o plantar.
Como se situa sob a tensa fáscia poplítea, para a artéria ser palpada é necessário manter o joelho em flexão.
Artéria Tibial Anterior
Esta situada entre extensor longo do halux e tibial anterior. Tem origem na bifurcação da poplítea na borda distal do poplíteo e perfura de posterior para anterior a membrana interóssea e desce, em companhia do nervo fibular profundo, na face anterior da coxa, profundamente ao músculo tibial anterior. Visto que a maior parte dos ramos musculares são emitidos nas partes proximais do vaso é possível mobilizar este músculo para cobrir defeitos no terço inferior da perna sem prejuízo para sua nutrição. Na região anterior da perna situa-se próximo da fase medial do colo da fíbula, descendo na face anterior da membrana interóssea aproximando-se da tíbia. Na parte distal da perna situa-se sobre a tíbia e depois anteriormente à articulação do tornozelo passando a se chamar de artéria dorsal do pé (pediosa) correndo na borda medial do dorso do pé para a parte proximal do 1º espaço intermetatársico onde se divide em 2 (dois) ramos: o primeiro intermediário dorsal, e plantar profundo.
Artéria Tibial Posterior
É a continuação do vaso reto entre o flexor longo dos dedos e flexor do hálux.
Possui origem na bifurcação da poplítea, descendo obliquamente para trás e à medida que se aproxima da borda medial da perna se localiza posteriormente à tíbia descendo posterior ao maléolo medial dividindo-se após em artéria plantar medial e lateral (região plantar do pé). É o maior e mais direto ramo terminal da artéria poplítea, sendo responsável pelo suprimento sanguíneo do compartimento posterior da perna e do pé. Próximo a sua origem dá origem a artéria fibular (seu maior e mais importante ramo).
Arteria Fibular
Tem origem abaixo da margem distal do poplíteo e do arco tendíneo o sóleo. Esta artéria desce obliquamente em direção à fíbula e segue ao longo de sua face medial, geralmente dentro do flexor longo do hálux. Emite ramos musculares para o poplíteo e outros músculos nos compartimentos posterior e lateral da perna e origina a artéria nutrícia da fíbula e distalmente dá origem: ao ramo perfurante (atravessa a membrana interóssea e segue até o dorso do pé onde anastomosa-se com a artéria arqueada), e aos ramos terminais maleolares laterais (unem-se a outros ramos maleolares para formar uma anastomose arterial do tornozelo) e calcâneos (suprem o calcanhar).
Tem origem abaixo da margem distal do poplíteo e do arco tendíneo o sóleo. Esta artéria desce obliquamente em direção à fíbula e segue ao longo de sua face medial, geralmente dentro do flexor longo do hálux. Emite ramos musculares para o poplíteo e outros músculos nos compartimentos posterior e lateral da perna e origina a artéria nutrícia da fíbula e distalmente dá origem: ao ramo perfurante (atravessa a membrana interóssea e segue até o dorso do pé onde anastomosa-se com a artéria arqueada), e aos ramos terminais maleolares laterais (unem-se a outros ramos maleolares para formar uma anastomose arterial do tornozelo) e calcâneos (suprem o calcanhar).
Artéria Circunflexa Fibular
Origina-se da artéria tibial anterior ou posterior no joelho e segue lateralmente sobre o colo da fíbula até as anastomoses ao redor do joelho.
Artéria Nutrícia da Tíbia
Origina-se da artéria tibial anterior ou posterior. É a maior artéria nutrícia do corpo.
Envia ramos para o músculo tibial posterior e também o perfura e entra no forame nutrício no terço proximal da face posterior da tíbia.
ARTERIAS DO PÉ
As artérias presentes no pé são ramos terminais das artérias tibiais anterior e posterior que correspondem respectivamente as artérias dorsal e plantares.
Artéria Dorsal do Pé
Corresponde a continuação da artéria tibial anterior, sendo uma importante fonte de suprimento sanguíneo para a parte anterior do pé. Inicia-se as metade dos maléolos e segue em sentido antero-medial e segue até o primeiro espaço interósseo onde se divide na 1ª artéria metatarsal dorsal e artéria plantar profunda que passa profundamente entre as cabeças do primeiro músculo interósseo dorsal para entrar na planta do pé unindose a artéria plantar lateral para formar o arco plantar profundo
Artéria Tarsal Lateral
É um ramo da artéria dorsal do pé e segue lateralmente um trajeto curvo sob o extensor curto dos dedos com o objetivo de suprir este músculo e os tarsais e as articulações subjacentes, se anastomosa com outros ramos (ex. artéria arqueada).
Artéria Arqueada
Esta disposta lateralmente através das bases dos quatro metatarsais laterais passando profundamente aos tendões dos músculos extensores para assim alcançar a face lateral da parte anterior do pé, que é o local onde anastomosa-se com a arterial tarsal lateral para formar uma alça arterial. Origina a 2ª, 3ª e 4ª artérias metatarsais dorsais.
Artérias Metatarsais
Seguem distalmente até as fendas dos dedos, sendo unidos com o arco plantar e as artérias metatarsais plantares por ramos perfurantes. As veias acompanhantes estão situadas próximas as artérias que vascularizam a região. Essa drenagem se junta as veias de mais calibre.
VEIAS DO PÉ
Existem as superficiais e as profundas. Ao contrário da perna e da coxa a drenagem venosa ocorre para as grandes veias superficiais






